Archive for the ‘JESUS SACRAMENTADO’ Category

A intimidade com Deus


2009
07.09

Só existe uma escola na qual se aprende a ter essa intimidade

Quero partilhar, com você, algo sobre a intimidade com Deus e sobre a importância de poder ter um amigo, alguém íntimo, com o qual não precisamos usar máscaras, podemos contar as nossas fraquezas e, mesmo nos conhecendo bem, não nos abandona. Mas, por mais que tenhamos algum amigo com o qual conversamos e o consideramos nosso melhor amigo, haverá um momento em que ele não estará; nessa hora fica de pé aquele que está em Deus.

Intimidade quer dizer: colocar algo para dentro. Ter intimidade com alguém é colocar alguém dentro do coração; da mesma forma, intimidade com Deus é deixá-Lo nos colocar no coração d'Ele e colocá-Lo dentro do nosso coração.

Eu quero ter intimidade com o Senhor: que Ele me atraia e me guarde no coração d'Ele. Para que no momento em que eu não tiver nenhum nome para chamar aqui na terra, eu possa clamar “Pai” e Ele estará ali para me colocar no colo.

Contudo, a intimidade com o Senhor requer um preço. Só existe uma escola na qual se aprende a ter essa graça [intimidade] com o Pai e esse lugar é a cruz. Cada dia que se passa, o caminho vai se estreitando até que só caiba você, e ali você vai deparar com a cruz. E nesse momento você vai passar a ser amigo de Deus. Não dá para ter intimidade com o Altíssimo sendo apenas um espectador da cruz, isso só ocorre quando subimos nela; é nessa hora que aprendemos a ser amigos do Senhor. Existem caminhos e passos que nos ensinam a estar grudados no coração d'Ele.

Sempre que o Messias tinha de tomar uma decisão ou passar por um momento difícil, Ele se retirava para um lugar reservado a fim de orar (cf. Lucas 22, 39-45). E como sabia que estava chegando o momento da cruz Ele ia em busca de força. E a Palavra diz que Cristo começou a entrar em agonia; isso quer dizer que dentro d'Ele havia uma luta interior. Naquela hora a humanidade do Filho de Deus começa a tremer, estava com medo, mas queria fazer a vontade do Pai. Naquele momento o Senhor faz essa linda oração "Pai, se é do teu agrado, afasta de mim este cálice! Não se faça, todavia, a minha vontade, mas sim a tua" (Lucas 22, 42). A oração de Jesus era aquilo que estava em Seu coração, por isso bebeu aquele cálice até o fim.

Se você quer ter intimidade com Deus busque a vontade d'Ele na sua vida. Talvez o Pai queira que você busque aquela pessoa para pedir perdão. Talvez você esteja numa situação em que queira jogar tudo para o alto, mas o Todo-poderoso lhe pede: aguente firme! Ou talvez o Senhor lhe tenha pedido que aguente firme sua enfermidade, aceitando-a e confiando n'Ele.

Eu não sei qual é o “cálice” que Deus pede que você beba no dia de hoje, mas, aceite-o, pois o seu coração se tornará cheio do Senhor. Esse é o primeiro passo: "Senhor, eu não queria que fosse dessa maneira, mas se o Seu coração se alegra, eu bebo esse cálice".

Todo dia, o Senhor nos oferece um “cálice” para que o bebamos. Há dias em que este é doce e até o bebemos com gosto; mas há dias em que o Pai oferece um “cálice” amargo. Mas se ele vem das mãos d'Ele, beba-o, aceite-o, pois não é veneno. O Todo-poderoso não quer o nosso mal, quer apenas nos curar. “Cálice” doce é motivo de gratidão, mas o amargo é cura. Ainda que o [cálice] amargo venha das mãos do Pai, aceite-o, deixe Deus ser Deus em sua vida!

Se hoje você está recebendo um cálice doce, beba-o e agradeça-o. Mas se o seu cálice está sendo difícil, ore a Deus, fale o que está no seu coração e aceite-o também. Porque o próprio Jesus disse: "Se alguém me quer seguir, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me" (Marcos 8,34b).

No entanto, se você não aceita a vontade de Deus na sua vida, você pode levantar muito as suas mãos, dar muitas glórias a Deus, mas você não conhecerá o coração do Senhor.

Padre Antônio José

A beleza do viver da Divina Providência


2009
06.06

A proposta divina do pensar e do agir conjuntamente com o Senhor

Quem ama cuida. Amar é desejar o bem. Cuidar é promover esse bem, é a ação efetiva da manifestação do amor. Deus ama o ser humano, por isso cuida dele. E a forma concreta de esse amor ser expresso e de nos conduzir é conhecido como Divina Providência. É a proposta divina do pensarmos e do agirmos conjuntamente com o Senhor, pois o Pai tem o controle do que não podemos perceber nem enxergar e quer nos dar sustento e ensinar, mas, principalmente, quer participar das nossas vidas.

Para que possamos viver essa experiência precisamos aprender a olhar todos os fatos segundo a luz divina. Nada acontece por acaso. Deus lhe diz algo, direciona e constrói em todas as ocasiões, sejam estas pequenas ou grandes, alegres ou tristes, de encontros ou desencontros.

É necessário que nunca deixemos de acreditar nesse amor/cuidado, ainda que tudo pareça contrário ao que interpretamos como bondade divina. Assim como necessitamos ter sempre em mente que o Altíssimo é poderoso o bastante para tirar algo melhor, mesmo dos males que venhamos a sofrer. Lembremo-nos de que oportunidades também surgem de situações contrárias.

Não desista diante das frustrações. Persevere! É natural sofrer numa situação de perda ou resultado diferente aos nossos sonhos e pretensões; mas não pare nisso. É preciso levantar a cabeça e continuar sempre, contando com a força de Deus em você, a qual se faz presente através da Eucaritia, do contato com a Palavra e nos fatos comuns do dia-a-dia. Pois contrariedade nenhuma é eterna. Em algum momento o Senhor irá mostrar onde está o amor nessa adversidade.

Não se revolte com os fatos e com a vida nem culpe o céu. Mesmo aquilo que parece bom, pode ser ruim se não servir como crescimento humano e espiritual. Tudo tem que servir para nos impulsionar para o Alto. Que tudo seja para a salvação de almas. Pode ser também que não se esteja preparado para usufruir de um bem corretamente, segundo o verdadeiro propósito para o qual foi criado, nisso lhe seria nocivo.

Embora a Providência Divina seja um abandono aos cuidados de Deus, não podemos cruzar os braços esperando que tudo provenha do céu. Trabalho é fundamental. O divino não depende do esforço de nossas mãos, mas também por intermédio dele quer agraciar o ser humano com Sua benevolência. Dê matéria-prima, tanto para o plano material quanto para o sobrenatural para agir em seu favor.

Por fim, o anseio de viver segundo a Divina Providência nos aproxima d'Aquele que é o Autor supremo de todas as coisas. O mais bonito disso tudo é que cria um relacionamento de intimidade do Todo-poderoso com o ser humano e realiza verdadeiramente o significado do nome como O conhecemos: Deus Conosco, Emanuel. Ele está no meio de nós fazendo sempre o melhor.

Deus provê, Deus proverá, Sua misericórdia não faltará.

Que Ele o abençoe.

Sandro Ap. Arquejada
sandroarq@geracaophn.com


Eucaristia: Sacramento de cura


2009
02.11
Terça-Feira, 10 de fevereiro 2009, 14h27

Eucaristia: Sacramento de cura

No Evangelho de São João, capítulo 6, versículos 22 a 71, encontramos o discurso a respeito do Pão da Vida. Jesus antecipa aos discípulos o maravilhoso tesouro que iria nos deixar: “Aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue tem vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue verdadeira bebida. Aquele que come a minha carne e bebe meu sangue permanece em mim e eu nele” (id. 6, 54-56).

'Os homens veem as aparências, mas Deus vê o coração'

Depois de ouvirem as palavras de Cristo, os apóstolos murmuraram: “Essa palavra é dura! Quem pode escutá-lo?” (id. 6, 60b). Não foi o povo quem disse isso, muito menos os escribas, os fariseus, os doutores da lei, nem mesmo os judeus contrários a Jesus: quem disse isso foram os discípulos, escolhidos para seguir o Senhor. Aqueles que Jesus havia mandado à Sua frente, para pregar e operar milagres.

Depois do que foi dito pelo Senhor, “muitos dos seus discípulos se retiraram e deixaram de andar com ele” (id. 6, 66). Isso significa que foram embora, não acompanharam mais o Senhor. Poderíamos até dizer: esse foi um momento de crise dentro do ministério de Jesus. Ele corria o risco de perdê-los, depois de prepará-los e formá-los.

Portanto, se não fosse realmente isso que Jesus estava querendo dizer – que Seu corpo é verdadeira comida e Seu sangue verdadeira bebida – com certeza Ele os teria chamado de volta e explicado que se tratava apenas de uma linguagem simbólica, espiritual... Mas Cristo não voltou atrás. Era verdadeiramente aquilo que Ele queria dizer, apesar de Seus discípulos não aceitarem.

Alguns discípulos não tiveram a paciência de esperar. Se esperassem, um pouco, entenderiam que o Senhor lhes daria o Seu corpo e o Seu sangue na forma de pão e de vinho, pois foi isso que Ele realizou na Última Ceia.

Diante dessa situação, Jesus questionou os Doze: “E vós, não quereis partir?” (id. 6, 67). E correu o risco, desafiou os apóstolos. É como se Ele dissesse: “Eles foram embora, porque não quiseram aceitar: acharam muito. Vocês também querem ir embora? Eu não posso e não vou voltar atrás, pois é isso mesmo que vou fazer: dar a minha carne como comida e o meu sangue como bebida. Porque a minha carne é verdadeira comida e meu sangue verdadeira bebida. Vocês querem ir embora também?”

Pedro logo respondeu: “Senhor, a quem iríamos? Tu tens palavras de vida eterna”.

Pedro e os apóstolos permaneceram ao lado do Messias. Pela graça de Deus, nós também permanecemos com Pedro e com os apóstolos: permanecemos com a Igreja, que acreditou nas palavras de Jesus Cristo ao pé da letra: “A minha carne é verdadeira comida e o meu sangue, verdadeira bebida. Aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele”.

Não podemos ser como os discípulos que se afastaram: acharam essa doutrina muito dura. Ou ainda, como aqueles que celebram a ceia, mas não acreditam que Jesus está realmente presente na Hóstia Consagrada, não acreditam que Ele está renovando o Seu sacrifício em cada Santa Missa.

Embora não consigamos entender, com a nossa inteligência, essa maravilha que Jesus fez, nós ficamos com Pedro e com os apóstolos. Permanecemos com a Igreja e professamos: “A quem iríamos, Senhor? Somente tu tens palavras de vida eterna. Cremos e sabemos que tu és o Santo de Deus”.

Jesus falou em “carne” para não pensarmos que se tratasse de um símbolo ou semente de um espírito. O Senhor disse isso claramente e ainda insistiu: “A minha carne é verdadeira comida e o meu sangue verdadeira bebida. Aquele que

come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele”. E especificou bem: “A minha carne é verdadeira comida e o meu sangue verdadeira bebida”, não era apenas símbolo.

Ele deixou claro: “Eu não me dou apenas espiritualmente, Eu me dou verdadeiramente. O mesmo corpo que foi estraçalhado na cruz e que hoje está diante do Pai, é o corpo que Eu lhes dou. O mesmo sangue que foi derramado na cruz, pela sua salvação, Eu hoje lhes dou, para que tenham a vida eterna e para que ressuscitem Comigo no último dia”.

Fogo Abrasador


2008
11.13

SACRAMENTO DE MINHA VIDA, DO MEU NAMORO

Se tu inflama o meu coração
Se tu somente és a minha razão
De viver e amar
Em tuas mãos minha vida está,
Teu coração é onde eu quero morar e unir-me em amor
Como um fogo abrasador

Inflama faz subir tuas centelhas de amor
Em chamas do teu coração aberto meu Senhor
Inflama faz subir tuas centelhas de amor
Em chamas do teu coração aberto meu Senhor

Seja adorado pra sempre Senhor
Quero te amar como amado eu sou
E em louvor me darei
Tua vontade a minha uma só
teu coração e o meu seja um só
movimento de amor como fogo abrasador

Inflama faz subir tuas centelhas de amor
Em chamas do teu coração aberto meu Senhor
Inflama faz subir tuas centelhas de amor
Em chamas do teu coração aberto meu Senhor


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